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Análise do Comportamento como ciência das relações condicionais
João Cláudio Todorov/UnB


Análise do Comportamento como ciência das relações condicionais - João Cláudio Todorov/UnB

“Em resumo, no campo do comportamento como um todo, as contingências de reforço que definem o comportamento operante estão por toda parte. Aqueles sensíveis a esse fato às vezes ficam embaraçados com a frequência com a qual eles veem reforço por toda parte, como os marxistas veem a luta de classes ou os freudianos o complexo de Édipo.” (Skinner, 1966, p. 31)

 
   A Psicologia é o estudo de interações comportamento-ambiente, qualquer que seja a abordagem que você prefira. Todas estudam a relação entre algum processo do organismo e algum aspecto do ambiente, interno ou externo ao próprio organismo (Todorov, 1989, 1991, 2007, 2012). É nesse sentido que a palavra comportamento é usada na Análise do Comportamento – que não estuda o comportamento, estuda interações comportamento- ambiente. Não só não estuda o comportamento: especializou-se em relações que envolvem apenas dois tipos de comportamento, o respondente e o operante. Na prática há uma superespecialização em operantes (Todorov, 2012).

            Operantes e respondentes são dois tipos de relações de contingência, ou relações condicionais. Por isso podemos afirmar que a Análise do Comportamento é a ciência das relações condicionais comportamento- ambiente. Em um caso a interação estudada envolve a relação condicional entre dois estímulos (respondente), no outro a relação entre, pelo menos, um comportamento e um estímulo (operante).

            O que define um operante não é a identificação do comportamento, é a identificação da contingência operante da qual o comportamento faz parte: antecedente-comportamento-consequência (Todorov, 1985, 2002). Confundir comportamento com operante tem levado a que alguns autores definam comportamento como a interação organismo-ambiente (Todorov, 2012). Definem assim, mas eles mesmos não usam “comportamento” com esse sentido.

            Outra confusão é muito comum: efeito e consequência. Quando alguém fala, a passagem do ar pelas cordas vocais provoca um efeito no ambiente externo: ondas sonoras. A consequência do que foi falado depende da recepção desse efeito pelos receptores auditivos dos possíveis ouvintes. O efeito é um movimento do ar, a consequência pode ser a reação de outra pessoa. A mudança de alguma parte do organismo e seu efeito no ambiente são um processo, a mudança e o efeito ocorrem no tempo, mas não é esse o processo que mais interessa seja à Psicologia, seja à Análise do Comportamento. O processo é outro, aquele que envolve comportamento e ambiente, seja apenas como antecedente (respondente), seja como consequência (operante).

Referências:
Todorov, J. C. (1985). O conceito de contingência tríplice na análise do comportamento humano. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 1(1), 75-88.
Todorov, J.C. (1989/2007). A psicologia como o estudo de interações. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 3, 325-347. Reimpresso emTodorov, J. C. (2007). A Psicologia como o estudo de interações. Psicologia. Teoria e pesquisa, 23, 57-61.
Todorov, J. C. (1991). O conceito de contingência na psicologia experimental. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 7, 59-70.
Todorov, J. C. (2002). A evolução do conceito de operante. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 18(2), 123-127.
Todorov, J. C. (2012). Sobre uma definição de comportamento. Perspectivas em Análise do Comportamento, 3(1), 32-37.
 

 

 

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